| nervocalm gotas (vol.1) |
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outubro 11, 2002 to dream, perchance to sleep Se o mundo fosse como é nos sonhos, viver seria muito mais estimulante. É tudo surreal, os diálogos não fazem o menor sentido, uma pessoa de repente vira outra de acordo com a sua conveniência, e assim é que deveria ser na realidade. Eu me sinto muito à vontade nos sonhos, muito melhor do que eu sou. Morar em São Paulo ameaça me tirar esse prazer, porque agora meus sonhos são tumultuados. Agora tem gente demais andando nas ruas dos meus sonhos. Meu sonho mais recorrente, e gostaria muito de saber o porquê, é com grandes ambientes fechados. Sempre sonho com shopping centers, parques de diversão, estacionamentos, aeroportos, casarões, mas bem diferentes de seus correspondentes reais. Talvez sejam todos labirintos, porque eu estou sempre me embrenhando por novos quartos e corredores obscuros, abrindo portas, achando caminhos. E os cenários! Se tem uma coisa da qual me orgulho é a cenografia dos meus sonhos. Já estive em brinquedos de parque de diversão que não poderiam existir nesse mundo; um dos meus shoppings era todo prata-azul e tinha um tobogã de água no lugar da escada-rolante central. E é cada detalhe, cada cor. Sonhar é maravilhoso. Mas é porque você está dormindo. mais um chororô de bel seslaf |
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