nervocalm gotas (vol.1)
nervocalm gotas (vol.1)


novembro 27, 2003  

um dia, no mês que vem, se deus quiser, se não chover, se não cair, se não dormir, ela chega lá

Minha mãe não devia ter lido o livro da Lúcia Já-vou-indo pra mim quando eu era criança. Não devia.

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novembro 24, 2003  

"How do you move in a world of fog
that's always changing things?
Makes me wish that i could be a doooog."

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novembro 19, 2003  

I'm childish. I'm very, very childish. Eu quero um balanço e um pirapito de cereja. Diga que eu não estou hoje e não estarei amanhã, shhh, que eu não quero falar com essa gente. Agora eu só leio se for de brincadeira. Agora eu só penso se for de brincadeira. Agora eu não falo, não falo mesmo, eu assovio. E tapo olhos e orelhas pra fingir que não te ouvi. Agora é assim, e assim já era. Nada entra e nada sai. Cross my heart and hope to die.

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novembro 18, 2003  

Eu estou de luto pela casa de tijolos da minha rua, que hoje começou a ser escalpelada e que acabará por falecer nos próximos dias, levando com ela um punhado de pinheiros, três ou quatro árvores frutíferas, mais um grande bocado de céu, um sentimento indescritível de alento nas minhas caminhadas e os meus derradeiros fiapos de boa vontade com essa porra dessa bosta dessa cidade.

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novembro 15, 2003  

Romance trash é sair do computador pra dar um beijinho no seu marido e encontrá-lo na cama seminu, vestindo apenas uma camiseta que diz i cannot speak well enough to be unintelligible*, assistindo a um debate sobre a união européia na BBC e se refestelando com um lanchinho de doce de feijão e Taffman-E. Eu desafio qualquer um a apontar um lanche mais asqueroso que esse. But, oh, the joy.

*comprada pela internet junto com a minha companheira de todas as horas, minha querida-caneca, Gout & Decrepitude.

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novembro 12, 2003  

mais coisas que eu queria ter escrito

O texto 'For children only', do Douglas Adams.

I mean, why do i even bother?

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novembro 09, 2003  

Yep. Quantos césares fui.

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novembro 03, 2003  

Eu não entendo por que tantas músicas sobre o amor. Ou melhor, tantas músicas sobre 'você'. Será que você é tão interessante assim que justifique servir de tema pra maioria das canções compostas no mundo? Eu acho que não. Você cansa rápido. Eu preferia ouvir mais melodias inspiradas no tombo que eu levei outro dia, no bolinho de arroz da minha tia, no chacoalhar das folhas de samambaia quando o vento entra pela janela ao cair do dia. E, não, eu não quero saber que a samambaia lembra você. Você enche o saco, francamente. E quando você é alvo de um disco neurótico que numa faixa te ama, na outra te odeia, no meio já te deixou e no fim nem te conheceu, isso fere meu senso lógico-musical. Sinto dizer que você não é uma escolha do coração, mas sim da preguiça. Eu não entendo por que tantas músicas sobre o amor.

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