nervocalm gotas (vol.1)
nervocalm gotas (vol.1)


janeiro 17, 2004  

Fechado até que eu consiga encher as prateleiras de novo.

mais um chororô de bel seslaf


janeiro 14, 2004  

filme chocho, nem me fez chorar

Olha, não gostei. Não detestei também, entendam; simplesmente passou em branco. A história não é essas coisas, os cenários não são essas coisas, os personagens são pífios e eu prefiro os montros mecânicos de Fúria de Titãs aos lamentáveis efeitos especiais de computador que ainda estão muito longe de imitar luzes, sombras e movimentos naturais. Mago não fazia mágica, humano não se machucava, flecha de elfo atravessava armadura de orc, lança de orc nem arranhava herói. Ninguém, ninguém do bem morreu. Dezenas de milhares de orcs tombaram com sopros e petelecos. Nenhuma surpresa, nenhum salto, nenhuma emoção, Enya demais.

Pensei que o Senhor dos Anéis daria uma boa matinê com pipoca, mas não. Que saudade me deu de uma outra tarde passada vendo Adeus, Lênin com mentex.

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janeiro 08, 2004  

Vai passar, vai passar, vai passar. E depois vai voltar.

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janeiro 07, 2004  

Deste lado tem meu corpo
Tem o sonho
Tem a minha namorada na janela
Tem as ruas gritando de luzes e movimentos
Tem meu amor tão lento
Tem meu anjo da guarda
Que às vezes se esquece de me guardar
Tem o mundo batendo na minha memória
Tem o caminho pro trabalho

Do outro lado tem outras vidas vivendo da minha vida
Tem pensamentos sérios me esperando na sala de visitas
Tem a minha noiva definitiva me esperando com flores na mão

Tem a morte, as colunas da ordem e da desordem
Murilo Mendes . Os dois lados

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janeiro 06, 2004  

Mighty me. Todos os computadores se travam à minha presença.

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trecho do abortado

Em frente à livraria há um boteco onde a gente passa os 15 minutos matinais e os 15 minutos vespertinos do nosso cafezinho. Quando as circunstâncias nos impedem de pegar um livro da prateleira para nos fazer companhia, o jeito é bater um papo com os funcionários do bar. Os fazedores de café e suco, sempre ali no balcão, já eram mais que conhecidos, mas foi o chapeiro quem, um dia, saiu de lá dos fundos e se aproximou de mim todo tímido para perguntar

– Você trabalha ali na livraria, né?

– Trabalho.

– Então. É que eu preciso de um livro pro meu filho.

– É? Qual livro? Eu vejo lá se tem pra você.

– É um livro assim... – mostrando o tamanho com os dedos – Assim.

– Você sabe o nome?

– Ai, sei não. É assim...

Eu olho pro livro imaginário que ele delimita com os dedos, mas não consigo ler nem título nem autor.

– Hum. É pra escola que o seu filho precisa do livro?

– Acho que é.

– E você não sabe sobre o que ele fala?

– Ah, é um livro.

– Bom, mas tem muitos livros diferentes, né?

– É um livro de palavras.

– De palavras?

– É. Assim... – firmando bem os dedos para não haver dúvida - mais ou menos.

Olho de novo para o gesto que ele faz. Nem a cor da capa dá pra ver assim.

– Hum, será que é um dicionário?

– Diçonáro?

– É, é um livro que explica o significado das palavras.

– E é assim, desse tamanho?

– Alguns são, os menores. Tem outros grandes também, mas os pequenos assim são mais usados na escola. Cabem na mochila, né?

– Aí eu não sei, viu?

– A que hora você sai daqui? Você não quer passar lá na livraria depois? Aí eu te mostro.

– Ai, mas...

– Ou então você pergunta pro seu filho direitinho o que é.

– Ah... Mas quanto custa?

– O que, o dicionário?

– O livro.

– Bem, a gente ainda não sabe exatamente que livro é, então...

– É um livro de palavras... É assim, ó.

Nisso, meus 15 minutos já estavam no fim. Os colegas do bar já estavam todos ali em volta, ouvindo a conversa, tirando sarro do chapeiro e do seu livro de palavras, chamando ele de burro. Paguei meu café, me despedi, disse de novo pra ele passar na livraria mais tarde, sabendo que ele nunca faria tal coisa, e voltei para os meus clientes, os que completaram o primeiro, o segundo e até o terceiro grau, e que me perguntam se tem aquele livro amarelo, sabe?, aquele assim...

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janeiro 04, 2004  

Meu conselho aos futuros escritores de aventuras: não metam mago no meio da história. Se ele não faz magia, é palhaçada; se faz, não tem aventura.

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janeiro 03, 2004  

Vi o primeiro Senhor dos Anéis e fiquei aqui confusa da silva: por que o Gandalf, mago poderosíssimo, não faz magia? Tantos perigos, ó, tantas enrascadas, e o mago não é capaz de produzir uma tabuinha pra ligar ponte rachada, uma ilusão de ótica pra despistar cavaleiro negro, um truque primário pra enganar orc babento, um mísero fedor mágico pra fazer troll da caverna fugir correndo. Ainda bem que os protagonistas se safam de qualquer jeito, porque se dependesse do mago... Francamente! Até a Tábata faria melhor.

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janeiro 01, 2004  

Good grief. Here we go again.

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