| nervocalm gotas (vol.1) |
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julho 24, 2004 Não vai nem racha. mais um chororô de bel seslaf julho 15, 2004 Achei isto num dos meus cadernos velhos hoje. evolução poética ou uma juventude em versinhos B aos 15 . "Se uma nunca tem sorriso / é pra melhor se reservar" B aos 16 . "O ermo infinito do meu desejo / alonga, amplia cada pesar / pesar doentio... tudo que vejo / tem uma tinta crepuscular" B aos 17 . "Vampiro de meu coração / eu sou desses abandonados / ao riso eterno condenados / e que nunca mais sorrirão!" B aos 18 . "Yet would I on this very midnight cease / and the world's gaudy ensigns see in shreds / verse, fame and beauty are intense indeed / but death intenser. death is life's high meed" B aos 19 . "Febre! Se isto que tenho não é febre / não sei como é que se tem febre e sente / o fato essencial é que estou doente / está corrida, amigos, esta lebre" B aos 20 . "Se a minha alma fosse uma princesa nua e debochada e linda" B aos 21 . "O ano passado não passou / continua incessantemente" B aos 22 . "Melancolia, estende-me a tu'asa! / és a árvore em que devo reclinar-me / se algum dia o prazer vier procurar-me / dize a este monstro que eu fugi de casa!" B aos 23 . "What a thrill: my thumb instead of an onion" * Um pouco de informação pra variar. Na ordem de aparecimento: Chico Buarque, Manuel Bandeira, Baudelaire em tradução de Jamil Haddad, Keats, Álvaro de Campos, Mário de Sá-Carneiro, Carlos Drummond de Andrade, Augusto dos Anjos, Sylvia Plath. Vou completar depois, no mesmo caderno velho, na mesma tinta verde de caneta bic, pra ver se eu rio um pouco no futuro. mais um chororô de bel seslaf alívio refrescante Eu estava lendo com horror e suspeita a descrição completa do meu tipo Myers-Briggs, sem conseguir me enxergar naquele retrato tão careta, quando me deparei com a seguinte frase: Another problem may arise if the ISTJ's thinking remains undeveloped. They may retreat, becoming absorbed with their inner reactions to sense impressions, with nothing of value being produced. Pronto. Não só fiquei absolutamente convencida de que esse é, de fato, o meu tipo, como já estou até me orgulhando de ostentar o carimbo. Eu amo diagnósticos psicológicos. Eles são uma fonte inesgotável de desculpas. mais um chororô de bel seslaf julho 03, 2004 Negócio é o seguinte: que este blog está morto, acho que já deu pra notar. Ele não tem visto muita coisa, está sem história pra contar, parou de inventar moda, cansou de comentar absurdos cotidianos, nem tenta mais ser espertinho, o pobre. Tá com a cabeça avariada. Perdeu o bonde e a vida. Olha como tem se repetido. Mas eu quero evitar o gesto dramático da despedida, do fechamento, de sair do ar. E gosto às vezes de entrar nele, ver essa barra verde-bege tão familiar, meus links alaranjados tão bonitos em verdana, meu nome existindo em algum lugar do mundo. E também quero ler meus arquivos de tempos mais divertidos e poder deixar novos resmungos pra mim mesma de vez em quando, que eu preciso. Não faço idéia de quantas pessoas que não me conhecem ainda têm o impulso de bater ponto aqui pra ler essa lengalenga. Vocês por acaso entrariam no banheiro de um estranho só pra vê-lo xingando a si próprio no espelho? Quase que me desculpando, só quero deixar claro que este blog se tornou tão somente isso. Às vezes preciso me pôr na frente do espelho pra bater cabeça e grunhir uns impropérios. Eu fecharia respeitosamente a porta e iria embora, se fosse vocês. mais um chororô de bel seslaf AAAAAAAAAAAAAAAAAAARG! Pronto. Por enquanto. ... Depois dessa, como não bostar aqui a letra de um grande clássico da minha infância, magistralmente difundido entre os mais pequenos pelo meu primo Lucas, e depois então desligar esse puto de vez e ir cantá-la debaixo do chuveiro quente por uma hora até que 1) eu perca os sentidos, 2) o vapor me sufoque, 3) minha pele esturrique, se esfarele e me desfigure, 4) meu cérebro chegue ao ponto de fio, ou 5) eu descubra como sair da crise? É um, é dois, é três: F: Mamãe, eu quero dar um grito. M: Não dá um grito que eu te dou um pirulito. F: Mamãe, o que é um pirulito? M: É uma balinha espetada num palito. F: Mamãe, o que é um palito? M: É o pauzinho que segura o pirulito. F: Mamãe, o que é um pirulito? M: Ah, meu filho, é melhor que dê um grito. F: (ver bost acima) Boa noite. mais um chororô de bel seslaf |
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