| nervocalm gotas (vol.1) |
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outubro 20, 2002 Venci minha preguiça e fui ver Bowling for Columbine, última dia de exibição, sessão das 13:30. Cheguei lá com 45 minutos de antecedência e os ingressos já estavam esgotados. Fiquei numa fila de espera pra poder sentar no chão. Eu não estou mais na idade de ficar em fila de festival, sabe? Já teve tempo em que eu não me importava de ser espremida contra a porta do Cine Brasília por mais de uma hora, porque achava divertido aplaudir e vaiar filmes ali na competição. Hoje, eu prefiro pegar uma matinê de meio de semana e repartir a sala inteira com uns outros 10 desocupados. Essa é a vida. Fila de mostra de cinema em São Paulo, então, não tem quem possa. É um desfile de modernos, descolados, superfashion que enjoa. Atrás de mim, na fila de espera, tinha um grupelho de semi-celebridades da vida cultural paulistana só falando de suas boas relações intelecto-culturais. Aos berros e gargalhadas, claro, que quanto mais gente importante você conhece, mais alto tem que anunciar. Levei vários empurrões dessa gente boa também. Mas tudo bem, entrei no cinema, fiquei muito confortável na escadaria e assisti meu Michael Moore. Muito bom, o filme. Não teve surpresa pra mim, já que conheço bem o estilo do moço. Mas o Columbine parece um pouco mais sério que os esquetes do TV Nation, mais interessado em resultados do que o Roger & Me. Amanhã escrevo sobre ele. mais um chororô de bel seslaf |
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