| nervocalm gotas (vol.1) |
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novembro 08, 2002 Eu sempre tive dificuldade pra dormir, desde bebê. Meus pais contam que eu berrava todas as noites e só parava quando a minha mãe vinha e punha um braço pra dentro do berço. Isso durou até quase uns 3 anos, quando o meu pai, cansado de ver a minha mãe grávida e exausta tendo de levantar de madrugada pra me confortar, deu um berro 20 vezes mais alto do que eu jamais poderia, me calando para sempre. Não chorei mais, mas passei a molhar o colchão toda noite. Eu invejo essa gente que encosta no travesseiro e dorme. Eu fico tempo demais pensando besteira no escuro. Pra evitar isso, eu nunca vou me deitar cedo, fico adiando a hora de ir pra cama. Como agora. De uns anos pra cá - ou assim pensava eu, até esta tarde - eu também adquiri uma grande dificuldade pra acordar. Não é questão de sono pesado nem nada. É uma outra coisa. É uma coisa conscientemente involuntária, ou o contrário. Me pus pensando nisso hoje, mais um dia em que nem me lembro de ter ouvido o despertador tocar. Pensei se era essa a herança dos meus anos tristes, quando eu dormia 14, 16 horas por dia. Mas então lembrei que, quando criança, eu acordava todos os dias, todos mesmo, enjoada. Era o mesmo enjôo que eu sentia em qualquer situação difícil da minha infância. Até desenvolvi naturalmente uma técnica única no mundo pra evitar o vômito, que é esfregar com força o indicador direito na narina esquerda. Eu acordava enjoada todos os dias, vejam só. Não sei porque achei isso interessantíssimo. mais um chororô de bel seslaf |
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