| nervocalm gotas (vol.1) |
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janeiro 27, 2003 Há muito que se aprender vendo os programas de tv da madrugada e lendo coisas inúteis na internet. Naquele programa de sexo da Monique Evans, por exemplo, revelou-se para mim que muita gente acha a masturbação aceitável somente para solteiros; entre um casal, há quem acredite que a masturbação de um é não só uma rejeição aberta ao outro mas, pior, uma ofensa, uma ofensa fatal. Isso me intriga. A Monique Evans, parece, terminaria um casamento se pegasse o marido se masturbando no banheiro. A convidada da Monique Evans também, e muito indignada. O convidado da Monique Evans, esse desconversou. Hum. Pois outro dia uma mulher escreveu para a coluna de conselhos da Salon reclamando do hábito “chocante, desrespeitoso, amoral e repulsivo” do marido de se masturbar na frente dela, vendo vídeos pornográficos e ainda por cima usando brinquedos, vejam só que sujeito prolífico. E então ela descreve as circunstâncias: estão casados há 10 anos, ela prefere ler um livro a transar com ele, ele quer todo dia, ela só aceita, a contragosto, uma vez por semana. Não sei se ela acreditava que o marido ficava só esperando o dia marcado pra sexo sem fazer nada nos outros, mas é claro que não ficava, e um belo dia ele chegou e disse que não ia mais fazer escondido; ia fazer no conforto de sua própria cama e os incomodados que se retirassem. Acho muito justo, vocês não acham? Achei que o colunista ia achar. Pois o colunista, naquele psicologismo barato tipicamente americano, teve um piti junto com a mulher, fez exclamações de nojo, disse que o marido “está rompendo uma barreira sagrada”, “mostrando claramente, em termos simbólicos (sic)” que ela está “indefesa”, e o que ele faz é como “um estupro psíquico”. O quê?! Estupro psíquico? Give me a break! Para o colunista, o marido, “um imbecil raivoso”, está obviamente tentando provocar, magoar, passar um recado. E eu aqui pensando que ele só queria se aliviar um pouco. Ah, sim, o colunista acha também que ele pode só estar precisando se aliviar... mas que se ele precisa disso, então ele é do tipo que “precisa ir a boates de strip tease assistir lutas de lésbicas na lama”. O negócio, diz ele, é que ela “tem que fazer (o marido) parar, não importa como, sem negociar” e então deve “fazer ele entender que, uma vez que aceite parar, há muitas opções” pros dois. Que generoso da parte do colunista. Crianças, eu queria colocar aqui mais pérolas tiradas da resposta à esposa ultrajada, que termina sugerindo divórcio já (o marido vai agradecer essa), mas esse post já está fora de controle, não é mesmo? Não liguem. Eu só ando meio irritada com a estreiteza das coisas americanas. E, sempre, com regras que não fazem o menor sentido. And I’m all for masturbation, of course. mais um chororô de bel seslaf |
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