| nervocalm gotas (vol.1) |
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fevereiro 28, 2003 bizarrices de minha vida Ontem eu estava lindamente andando pela Paulista ao cair da tarde, com meu amigo sr. Láudano, quando mais uma vez tive minha paz perturbada por um sujeito, que dessa vez queria me vender algum acessório neo-hippie de fabricação própria. Nem falando “obrigada, mas não, obrigada” ele se deu por vencido, e fez questão de se colocar de pé na minha frente, olhando pra não sei o que, enquanto seu Láudano falava no orelhão. Eu daria todos os reinos e cavalos do mundo pra poder andar na rua sem ser perturbada por sujeitos. Já me cantaram Raul Seixas, já me pediram em casamento, já me sussurraram baixarias, e todos arruinaram meu dia, meu passeio, meus pensamentos tão interessantes a caminho do banco. É em volta desses bichos que eu gostaria de fazer círculos de detergente. Em cima deles eu espirraria baygon sem dó. Pois o resto do passeio de ontem, pelo menos até a estação do metrô, eu passei em pavor de encontrar o pior dos sujeitos, com quem eu já tinha topado na mesma avenida em fins de tarde parecidos. Esse é um babão com cara de Seu Madruga que ficava me olhando pela vitrine da livraria e um dia entrou pra perguntar se eu não queria comprar calcinhas. Sortuda que eu sou com sujeitos, já topei com esse na rua por duas desafortunadas vezes desde então. E o pior é que é só me ver, e ele se põe a berrar “ainda vou te dar aquelas calcinhas!”. mais um chororô de bel seslaf |
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