nervocalm gotas (vol.1)
nervocalm gotas (vol.1)


maio 09, 2003  

Esta foi uma, e a próxima será outra semana em que eu só trabalho com filmes de suspense e terror. Eu não poderia estar mais feliz e contente da minha vida. Estou fazendo um seriado, coisa bem sofisticada e que já me arrancou alguns cheers!, e terminando um filme horrível, realmente ultrajante... legal demais.

Eu bem queria assistir a bons filmes de terror, mas já vi que isso é uma vã esperança. Ninguém leva o terror a sério. A maioria dos filmes de terror é mesmo uma droga, mas quando não tem droga boa, vai a ruim mesmo. O problema, claro, são os americanos. Para os americanos, um filme de terror deve provocar: 1) risadas, 2) tesão. Difícil entender esse povo. Os ingleses fizeram boas contribuições pro gênero, mas confesso que tenho birra daquelas cores dos filmes da Hammer, das mulheres com 2cm de delineador no olho andando por castelos transilvânicos. Mas os ingleses me deram o Pinhead, estão desculpados.

Coube a um polonês fazer o melhor filme de terror dô-mun-dô, porque o povo praquelas bandas é mesmo obscuro. O grito no final de O Inquilino só perde em arrepios pro de O Dia em que Deus Gritou, que até hoje não sei se existe mesmo ou se foi um sonho que eu tive.

Anyway, o filme que estou fazendo é de episódios, o que é uma coisa meio pobre, mas uma vantagem num filme de terror. É que os encarregados raramente são capazes de inventar uma história que se sustente por um hora e meia. Mas a gente tem que dar um crédito. Fingir que é como, digamos, um livro de contos. Neste filme aqui, o primeiro conto é perturbadoramente ruim, o último é chato, o terceiro errou feio na caracterização de época, o segundo tem um final creepy (thumbs up!) e a história que os amarra é pífia. Chamaram o Vincent Price pra fazer a parte pífia.

Mas é isso. Estou empolgada, saltitante, cheia de novas e inspiradoras imagens na minha cabeça, e o futuro me sorri. Quem dera um dia eu conseguisse filmar meu roteiro de O Rato e a versão do apocalipse que eu imaginei aos 12 anos, pra poder figurar também entre essa gente que faz filme ruim.

mais um chororô de bel seslaf