nervocalm gotas (vol.1)
nervocalm gotas (vol.1)


maio 28, 2003  

Eu não queria, mas acabei assistindo ontem o novo programa da grobo, aquele em que os jogadores vão a uma cidade pequena pra desvendar um assassinato. Se não fosse um programa da grobo, se fosse um jogo de verdade e não um concurso de popularidade disfarçado, se aquelas pessoas realmente estivessem ali pra tentar desvendar uma traminha bem feita, vencendo os mais espertos e caindo só os mais descuidados, até que ele seria um programa legal. Mais legal pra quem joga do que pra quem assiste, é verdade, mas ainda assim legal.

Quanto à seriedade da coisa, alguém pode até duvidar que a grobo já tenha escrito o programa do começo ao fim. Mas não dá pra acreditar que aquele bando de gente que faz u-rú! possa, algum dia, desvendar um crime. Aquele pessoal deve ter dificuldade pra achar o Wally. Não por burrice, vejam bem, mas porque é difícil pra adolescentes se concentrarem. São todos hiperativos. A grobo fez questão de montar um grupo multicultural, por isso dá pra ouvir observações diversas como “muito lôco, meu”, “muito lôco, véi”, “muito lôco, bródi” e “geeentch, vam’ lÁ” (essa última foi a goiana). Na propaganda, aparece que um deles é neurocientista. Façam suas piadas nos comentários.

No final, provavelmente ganhará um homem, aquele que se mostrar ou mais simplório ou mais cafajeste. Já no primeiro episódio, metade das mulheres foi votada pra sair. Uma delas, demonstrando nenhuma cultura de filme de terror, escolheu um certo Caminho da Cruz em vez das Ruínas pra escapar do assassino. Errou. A outra, que foi pras ruínas, gritou u-rú! quando viu que tinha escapado. Foi recebida de volta pelo grupo aos gritos de u-rú!. Depois foram todos dormir comentando que o dia fora “muito lôco”.

Eu devo estar velha mesmo, porque me peguei com vontade de ver adultos na televisão. Na próxima terça, farei algo mais útil, como tentar melhorar minha porcentagem de vitórias no freecell.

mais um chororô de bel seslaf