| nervocalm gotas (vol.1) |
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setembro 13, 2003 Minha irmã a mais pequena topou com uma das minhas ex-amigas de infância em Brasília e veio me contar uma história engraçada. Depois da ex-amiga fazer uma festinha de reconhecimento pra minha irmã, encaixando várias vezes a palavra 'pirralha' no cumprimento, ela disse que eu, nervocalm gotas, nunca mais falei com ela só porque ela me contou que tinha experimentado maconha, isso lá pelos idos dos nossos 14 anos. A graça dessa história não é bem o fato de isso nunca ter acontecido, mas a evidência de que cada um de nós passa por esta vida com idéias as mais equivocadas sobre o comportamento alheio. Pois se eu até agora achava que era ela quem nunca mais tinha falado comigo porque eu não era cool enough. Eu não acredito muito nessa coisa de entender e ser entendido, e reconheço que não faço muito esforço, nem num sentido nem no outro. Mas poder ser mal-interpretada - nas minhas intenções, quero dizer - me dá muito medo. E isso deve acontecer toda hora por aqui, por escrito. Bopla, quando me conheceu por escrito, disse que me imaginava uma punk raivosa, cheia de piercings e vestida de preto, falando mal da vida. Por algum motivo, muito do que eu escrevo rindo é lido como se fosse uma patada mal-humorada. Mas não é. Podem acreditar. mais um chororô de bel seslaf |
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