nervocalm gotas (vol.1)
nervocalm gotas (vol.1)


julho 15, 2004  

Achei isto num dos meus cadernos velhos hoje.

evolução poética
ou uma juventude em versinhos


B aos 15 . "Se uma nunca tem sorriso / é pra melhor se reservar"

B aos 16 . "O ermo infinito do meu desejo / alonga, amplia cada pesar / pesar doentio... tudo que vejo / tem uma tinta crepuscular"

B aos 17 . "Vampiro de meu coração / eu sou desses abandonados / ao riso eterno condenados / e que nunca mais sorrirão!"

B aos 18 . "Yet would I on this very midnight cease / and the world's gaudy ensigns see in shreds / verse, fame and beauty are intense indeed / but death intenser. death is life's high meed"

B aos 19 . "Febre! Se isto que tenho não é febre / não sei como é que se tem febre e sente / o fato essencial é que estou doente / está corrida, amigos, esta lebre"

B aos 20 . "Se a minha alma fosse uma princesa nua e debochada e linda"

B aos 21 . "O ano passado não passou / continua incessantemente"

B aos 22 . "Melancolia, estende-me a tu'asa! / és a árvore em que devo reclinar-me / se algum dia o prazer vier procurar-me / dize a este monstro que eu fugi de casa!"

B aos 23 . "What a thrill: my thumb instead of an onion"

* Um pouco de informação pra variar. Na ordem de aparecimento: Chico Buarque, Manuel Bandeira, Baudelaire em tradução de Jamil Haddad, Keats, Álvaro de Campos, Mário de Sá-Carneiro, Carlos Drummond de Andrade, Augusto dos Anjos, Sylvia Plath.

Vou completar depois, no mesmo caderno velho, na mesma tinta verde de caneta bic, pra ver se eu rio um pouco no futuro.

mais um chororô de bel seslaf